quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"Professora Sem Classe", 2011: não faz rir, além de ser patético.



"Professora Sem Classe" (Bad Teacher) EUA - 92 min. Comédia Direção: Jake Kasdan Roteiro: Gene Stupnitsky, Lee Eisenberg Elenco: Cameron Diaz, Jason Segel, Justin Timberlake, Lucy Punch, Phyllis Smith, John Michael Higgins, Kaitlyn Dever, Matthew J. Evans



Sim, há algumas cenas de "Professora Sem Classe" que são de uma estética interessantíssima. Mas dependem de puros fetiches do espectador. O filme tem problema de tempo, as piadas são fracas, o enredo muito caricato, e o pior, os atores e atrizes não convencem.



"Professora Sem Classe" igualmente ao péssimo trocadilho que seu título recebeu no Brasil é a tentativa de se fazer uma comédia insana com elementos comuns no cotidiano escolar. Conta a história de Elizabeth (Diaz), professora por profissão e mau-caráter por estilo. Detesta o emprego que possui, considera seus colegas de trabalho um bando de imbecis e não dá a mínima para a educação de seus alunos. Ser professora é um embuste para aparentar ser boa moça para os ricaços que lhe poderão promover o sonho dourado. Porém, culpando seus seios medianos por ter sido desmascarada em seu último noivado, faz de tudo para juntar dez mil dólares e assim poder comprar suas próteses (para agarrar outro ricaço). Em meio a sua tediosa vida regada à bebidas, drogas e muita ressaca na hora da aula, conhece o bonitão e herdeiro de uma famosa marca de relógios - e que ninguém explicar por qual motivo ele é também professor - Scott (Timberlake). Daí por diante, dá-lhe cenas e mais cenas de situações sensuais com a lourona e pouquíssimos argumentos inteligentes.



O filme tem um desafio duplo: ser sensualmente incorreto ao mesmo tempo formatado para um público maior de 14 anos de idade. Não daria outro resultado senão um sucesso de bilheteria, principalmente para o público adolescente, mas desagradável para públicos um pouco mais exigentes. Uma ou outra piada inteligente no meio de um montão de piadas grosseiras não é o maior problema. Terrível é suportar uma série de grosseirias expostas de maneira frágil, com personagens pouco convincentes e que vão se tornando cada vez mais caricatos ao longo do filme.



Seus noventa e dois minutos de duração se arrastam, fazem parecer três horas. Há três viradas muito mal contadas ao longo da história. E a redenção da anti-heroína realmente é patética.



Por fetiche, por pouquíssimo humor inteligente, o filme não compensa. Sabe-se lá o motivo de ter obtido tamanho sucesso em bilheteria.



Ósculos e amplexos!

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